Até amanhã (08/10) acontece em São Paulo a 9ª Edição da Pet South America, considerada a principal feira do setor pet da América Latina, segmento que inclui alimentos, medicamentos, serviços veterinários, equipamentos e acessórios, entre outros, e movimentou R$ 9,7 bilhões em 2009, com estimativa de crescimento de 4% para este ano. Entretanto, toda esta riqueza de produtos e serviços ainda está restrita a uma minoria.
“O mercado pet não se preocupa como deveria com os milhões de animais abandonados pelo País. Faria todo o sentido se as empresas investissem parte de suas receitas em programas de ‘inclusão social’ que beneficiassem a população de animais carentes, porém, infelizmente isso não acontece”, diz Marco Ciampi, presidente da Arca Brasil, organização não governamental que luta pela defesa dos direitos dos animais. “A solução seria converter animais em pets, verdadeiros membros da família”, resume.
A superpopulação de cães e gatos, originada na procriação sem controle, é a principal causa do abandono, o que gera muito sofrimento e mortes que poderiam ser evitadas, além de incidentes com humanos e a proliferação de zoonozes.
O Brasil terá estimados 33 milhões de cães em 2012 (Anfalpet). A cidade de São Paulo conta hoje com uma população de 2,6 milhões desses animais (FMVZ-USP) e calcula-se que 10% deles, ou seja, 260 mil animais estejam em estado de abandono ou sem um lar de referência.
A principal saída para o problema, já praticada em países como os EUA, está na conscientização dos proprietários e nas ações preventivas como a castração, entre outras.
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