Vivemos tempos de grande confusão ao tentar entender como funciona o motor da economia brasileira.
Temos os juros reais mais altos do mundo, uma moeda forte e valorizada em relação ao dólar. Cenário que qualquer um apontaria como privilegiado, garantidor de concorrência com o mercado internacional e com capacidade de manter longe o fantasma da inflação.
No entanto, não é isso o que estamos percebendo nos bolsos. Relatório Focus, do Banco Central, divulgado em 7 de fevereiro, mostra que o mercado elevou a estimativa de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 para 5,66%, ante 5,64% na semana anterior. Já a Taxa Selic? Ah! Esta aí deve atingir os 12,50%, até dezembro.
Ou seja, nem mesmo o absurdo aumento da taxa de juros, que costuma resfriar nossa economia, somada à redução de crédito acima de 24 parcelas com ameaças diretas à geração de empregos, conseguirá derrubar a inflação que chega subtraindo renda e ganhos salariais que os trabalhadores conseguiram negociar no ano passado.
Segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, 97% das 290 negociações concluídas nos primeiros seis meses de 2010 resultaram em ganhos salariais iguais ou acima da inflação.
Se analisadas apenas as negociações que resultaram em ganhos salariais reais (descontada a inflação), o resultado atingido no primeiro semestre de 2010 foi melhor dos últimos dois anos. No ano passado, 87,9% (255 negociações) das campanhas resultaram em aumentos acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor(INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Então, qual a origem dessa inflação corrosiva? Economistas afirmam que a atual inflação brasileira surge com o aumento dos alimentos. Estes, por sua vez, subiram muito nos últimos tempos devido à alta internacional dos preços agrícolas, com ênfase nas carnes, cereais, grãos e açúcar.
O mais curioso é que são esses mesmos produtos que fazem com que o Brasil tenha destaque no ranking do comércio internacional.
Entre 2000 a 2010, as exportações totais brasileiras pularam de uma média de 57,9 bilhões de dólares no início do período para 200 bilhões no final. No mesmo tempo houve um forte aumento de participação dos produtos primários – de 44% da pauta de exportações (2000/2002) para cerca de 60% em 2010, considerados neste cálculo produtos básicos e semi-manufaturados.
Daí nos perguntamos: se estamos entre os grande exportadores desses produtos porque temos preços tão altos nas prateleiras dos supermercados? A resposta é muito simples: Os preços são puxados para cima pelos importadores destes produtos agrícolas.
Os produtores agrícolas brasileiros -- subsidiados até à alma pelo Banco do Brasil, ou seja com dinheiro público - têm plena liberdade de estabelecer os preços de seus produtos. E o fazem, claro, a partir dos preços que conseguem na hora da exportação.
E o pior, por não haver uma política séria por parte do governo, os grandes empresários do mundo agrícola mantêm aqui, no mercado interno, o mesmo preço praticado nas exportações.
Resultado: nós pagamos o pato duas vezes. O Brasil investe em subsídios agrícolas para se manter competitivo no mercado internacional. Mas os produtores agrícolas, em atuação típica dos escorpiões, decidem cobrar dos consumidores brasileiros os mesmos preços que conseguem lá fora. E o governo? Ah! O governo não intervém nos preços internos e apenas contabilizam no PIB o que se fatura nas exportações.
Ou seja, os grandes produtores rurais e frigoríficos ficam com os lucros imensos e nós, cidadãos e trabalhadores, amargamos a conta da inflação.
Também sobra para os trabalhadores a conta da inflação, que significa transferência de renda para os grupos que se protegem.Os grandes produtores agrícolas se protegem e ampliam seus ganhos estabelecendo preços com parâmetros internacionais, impunemente. E a temida inflação? Esta vai devagar crescendo como fermento de pão.
A prática de segurar os juros e, manter o câmbio em equilíbrio, não são suficientes para espantar o mal inflacionário. Se de fato, é uma preocupação manter o fantasma da inflação longe do sonho de real desenvolvimento brasileiro, é necessário que o governo se posicione diferente. Aplique regras que segurem a alta dos produtos com políticas públicas de interesse do cidadão-consumidor.
Textos próprios, opiniões, variedades, releases interessantes recebidos... enfim, um verdadeiro almanaque virtual
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Estão previstos 500 mil novos casos de câncer para 2011
No dia 4 de fevereiro, instituído o Dia Mundial de Combate ao Câncer pelo UICC (União Internacional de Combate ao Câncer), o INCA informou em nota que mais de 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas todo ano com câncer e 7,6 milhões de pessoas morrem vítimas da doença. No Brasil, são esperados, somente para 2011, quase 500 mil novos casos. Se não forem tomadas medidas de longo prazo e largo alcance, haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030, sendo que 2/3 das vítimas ocorrerão nos países em desenvolvimento.
Muitos desconhecem que a obtenção de um diagnóstico precoce em casos de pacientes com câncer está diretamente associada às suas reais chances de cura. A detecção da doença em estágio inicial pode ser responsável por 80% a 100% da cura definitiva. Já em situações que chegaram ao grau máximo de evolução, quando o câncer disseminou-se pelo corpo, essa possibilidade é praticamente nula, conforme afirma Fernando Medina, oncologista do Hospital São Luiz, da unidade Anália Franco.
Mulheres que ainda não tiveram filho ou ficaram grávidas depois dos 30 anos apresentaram menarca muito cedo, menopausa tardia ou estão fazendo reposição hormonal são mais propensas a ter câncer de mama. É comprovado que, hoje, cerca de 49 mil mulheres tenham câncer de mama - estimativa alta para a população brasileira.
Segundo o especialista, para todos os tipos de câncer – colo do útero, boca, colorretal, estômago, esôfago, leucemia, pele melanona, próstata, pulmão – há uma forma específica para se detectar precocemente a presença da doença. No de mama, por exemplo, o principal exame preventivo é a mamografia. Recomendada para mulheres acima dos 50 anos, ela pode garantir a redução do índice de mortalidade. Já para aquelas com menos de 40 anos, o ultrassom de mama é o mais apropriado. Ainda que em casos de dúvida, a ressonância magnética das mamas funciona como um exame completo, preciso e menos desconfortável que os tradicionais.
Câncer de mama masculino
Segundo Medina, surgem 500 casos de câncer de mama masculino a cada ano, no Brasil. O diagnóstico, que também é feito por meio do exame de mamografia, é fácil e bastante simples de ser realizado, porém, na maioria dos casos, acontece tardiamente. Isso porque a maioria dos homens não percebe a tempo uma possível alteração em suas mamas, e pensa que a doença se restringe ao universo feminino.
Para tratar do tema, esclarecendo questões que se fazem a respeito desta doença, alertando para possíveis tratamentos e dicas de prevenção, o Hospital São Luiz coloca à disposição o dr. Fernando Medina, oncologista da instituição.
Sobre o Hospital e Maternidade São Luiz
Inaugurado em 1938 como uma policlínica, o São Luiz é hoje uma rede de hospitais com 14 mil médicos credenciados, 4,5 mil funcionários e 803 leitos. Por mês, faz cerca de 4,4 mil internações, 3,4 mil cirurgias, atende 50 mil pacientes no pronto-socorro e realiza 69 mil exames no Centro de Diagnósticos. Por ano, a Maternidade faz 13 mil partos. Com unidades localizadas no Itaim, Morumbi e Anália Franco, o hospital objetiva oferecer infra-estrutura, conforto, tecnologia e dedicação para os seus pacientes, o que caracteriza o alto padrão de qualidade São Luiz.
Muitos desconhecem que a obtenção de um diagnóstico precoce em casos de pacientes com câncer está diretamente associada às suas reais chances de cura. A detecção da doença em estágio inicial pode ser responsável por 80% a 100% da cura definitiva. Já em situações que chegaram ao grau máximo de evolução, quando o câncer disseminou-se pelo corpo, essa possibilidade é praticamente nula, conforme afirma Fernando Medina, oncologista do Hospital São Luiz, da unidade Anália Franco.
Mulheres que ainda não tiveram filho ou ficaram grávidas depois dos 30 anos apresentaram menarca muito cedo, menopausa tardia ou estão fazendo reposição hormonal são mais propensas a ter câncer de mama. É comprovado que, hoje, cerca de 49 mil mulheres tenham câncer de mama - estimativa alta para a população brasileira.
Segundo o especialista, para todos os tipos de câncer – colo do útero, boca, colorretal, estômago, esôfago, leucemia, pele melanona, próstata, pulmão – há uma forma específica para se detectar precocemente a presença da doença. No de mama, por exemplo, o principal exame preventivo é a mamografia. Recomendada para mulheres acima dos 50 anos, ela pode garantir a redução do índice de mortalidade. Já para aquelas com menos de 40 anos, o ultrassom de mama é o mais apropriado. Ainda que em casos de dúvida, a ressonância magnética das mamas funciona como um exame completo, preciso e menos desconfortável que os tradicionais.
Câncer de mama masculino
Segundo Medina, surgem 500 casos de câncer de mama masculino a cada ano, no Brasil. O diagnóstico, que também é feito por meio do exame de mamografia, é fácil e bastante simples de ser realizado, porém, na maioria dos casos, acontece tardiamente. Isso porque a maioria dos homens não percebe a tempo uma possível alteração em suas mamas, e pensa que a doença se restringe ao universo feminino.
Para tratar do tema, esclarecendo questões que se fazem a respeito desta doença, alertando para possíveis tratamentos e dicas de prevenção, o Hospital São Luiz coloca à disposição o dr. Fernando Medina, oncologista da instituição.
Sobre o Hospital e Maternidade São Luiz
Inaugurado em 1938 como uma policlínica, o São Luiz é hoje uma rede de hospitais com 14 mil médicos credenciados, 4,5 mil funcionários e 803 leitos. Por mês, faz cerca de 4,4 mil internações, 3,4 mil cirurgias, atende 50 mil pacientes no pronto-socorro e realiza 69 mil exames no Centro de Diagnósticos. Por ano, a Maternidade faz 13 mil partos. Com unidades localizadas no Itaim, Morumbi e Anália Franco, o hospital objetiva oferecer infra-estrutura, conforto, tecnologia e dedicação para os seus pacientes, o que caracteriza o alto padrão de qualidade São Luiz.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
EVENTO VAI PREMIAR O GATO MAIS BELO DO BRASIL

O CBG (Clube Brasileiro do Gato) vai expor os gatos mais belos do Brasil em sua última exposição em 2010. O evento será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, sábado e domingo em São Bernardo do Campo. “Esse último evento de 2010 vai contar com os gatos mais lindos do Brasil de diversas raças e os juízes vão escolher o melhor da exposição”, afirma Gerson Alves Pereira, Presidente do CBG. Na ocasião, além das premiações julgadas por juízes nacionais e internacionais, a exposição vai encerrar o ranking 2010 que premiará o “Gato do Ano”, ou seja, o felino mais belo do Brasil.
Na exposição os visitantes terão a oportunidade de conhecer raças raras como o Don Sphynx, conhecido pela total ausência de pelo, além do Ragdoll, conhecido por ser o único a relaxar completamente a musculatura quando manipulado pelas pessoas. Também contará com a presença do já conhecido Maine Coon, o maior gato de raça doméstico do mundo, que pode chegar a 11 Kg e medir da ponta do focinho a ponta da cauda 1,10m. Outra raça muito interessante é o Bengal por lembrar um leopardo em miniatura e os Persas que chegam a ter 4 vezes mais volume de pelos que um gato comum, entre outros. Para julgar os felinos o evento contará com a presença dos juízes: Sra. Hana Klein (Itália), Sra. Inar Pessoa (Brasil), Sra. Lili Anciau (Bélgica), Sr. Beat Rettenmund (Argentina) e Sr. Dietmar Sagurski (Alemanha).
Serviço:
122ª e 123ª Exposições Internacionais de Gatos de Raça
Quando: 27 e 28 de novembro a partir das 9h
Onde: Av. Caminho do Mar, 3222 – Rudge Ramos – São Bernardo do Campo
Informações: www.clubebrasileirodogato.com.br
Entrada: R$ 4,00 mais 1 Kg de alimento não-perecível ou produto de higiene pessoal
Medidas de fim de ano para setor aéreo incluem reforço no atendimento e fiscalização
As seis maiores companhias aéreas brasileiras – TAM/Pantanal, Gol/Varig, Azul, Webjet, Avianca e Trip –, a Infraero – que administra os principais aeroportos do País –, a Polícia Federal, a Receita Federal e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica, se comprometeram hoje, em reunião com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a tomar medidas visando o bom funcionamento do setor e o atendimento aos passageiros durante o período de fim de ano de 2010.
Entre as providências do setor estão a disponibilização de aeronaves reserva, o aumento das equipes de atendimento e equipamentos da Infraero, a ocupação de todas as posições de check-in das companhias nos horários de pico, o incentivo ao check-in pela Internet ou totens nos aeroportos, a proibição de overbooking, o endosso de passagens entre as empresas e o aumento da fiscalização da ANAC, em especial sobre os direitos dos passageiros. O Decea terá um aumento de 14% nas posições de controle de tráfego, além de realizar monitoramento especial dos aeroportos de Porto Seguro, Salvador, Fortaleza e Florianópolis. A ANAC também manterá inspetores durante 24 horas nos Centros de Operações das empresas aéreas e no Decea.
No caso dos voos internacionais, a Polícia Federal concordou em manter tripuladas todas as posições de controle de migração (checagem de passaportes) nos horários de maior movimentação. Como alguns voos internacionais incluem escalas domésticas, as companhias aéreas terão de comunicar os passageiros que farão exclusivamente os trechos dentro do Brasil a chegarem antecipadamente ao aeroporto e ainda sobre as restrições de líquidos da bagagem de mão.
De 17 de dezembro de 2010 até 3 de janeiro de 2011, a ANAC terá uma equipe de 120 pessoas, entre inspetores, diretores e pessoal de apoio, nos períodos de manhã, tarde e noite em 11 aeroportos de todas as regiões do País: Galeão (RJ), Guarulhos e Congonhas (SP), Brasília (DF), Confins (MG), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Vitória (ES) e Manaus (AM). As equipes fiscalizarão o atendimento e as providências tomadas pelas companhias aéreas, assim como o cumprimento da Resolução nº 141, em vigor desde junho deste ano, que determina os direitos dos passageiros nas viagens aéreas.
Nos principais aeroportos brasileiros, estarão disponíveis aos passageiros cartilhas informativas. Para registrar manifestações na ANAC, os passageiros contam com atendimento durante 24 horas, em qualquer localidade, por meio do telefone gratuito 0800 725 4445 – inclusive em inglês e espanhol. Ou ainda pela Internet: www.anac.gov.br/faleanac
Entre as providências do setor estão a disponibilização de aeronaves reserva, o aumento das equipes de atendimento e equipamentos da Infraero, a ocupação de todas as posições de check-in das companhias nos horários de pico, o incentivo ao check-in pela Internet ou totens nos aeroportos, a proibição de overbooking, o endosso de passagens entre as empresas e o aumento da fiscalização da ANAC, em especial sobre os direitos dos passageiros. O Decea terá um aumento de 14% nas posições de controle de tráfego, além de realizar monitoramento especial dos aeroportos de Porto Seguro, Salvador, Fortaleza e Florianópolis. A ANAC também manterá inspetores durante 24 horas nos Centros de Operações das empresas aéreas e no Decea.
No caso dos voos internacionais, a Polícia Federal concordou em manter tripuladas todas as posições de controle de migração (checagem de passaportes) nos horários de maior movimentação. Como alguns voos internacionais incluem escalas domésticas, as companhias aéreas terão de comunicar os passageiros que farão exclusivamente os trechos dentro do Brasil a chegarem antecipadamente ao aeroporto e ainda sobre as restrições de líquidos da bagagem de mão.
De 17 de dezembro de 2010 até 3 de janeiro de 2011, a ANAC terá uma equipe de 120 pessoas, entre inspetores, diretores e pessoal de apoio, nos períodos de manhã, tarde e noite em 11 aeroportos de todas as regiões do País: Galeão (RJ), Guarulhos e Congonhas (SP), Brasília (DF), Confins (MG), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Vitória (ES) e Manaus (AM). As equipes fiscalizarão o atendimento e as providências tomadas pelas companhias aéreas, assim como o cumprimento da Resolução nº 141, em vigor desde junho deste ano, que determina os direitos dos passageiros nas viagens aéreas.
Nos principais aeroportos brasileiros, estarão disponíveis aos passageiros cartilhas informativas. Para registrar manifestações na ANAC, os passageiros contam com atendimento durante 24 horas, em qualquer localidade, por meio do telefone gratuito 0800 725 4445 – inclusive em inglês e espanhol. Ou ainda pela Internet: www.anac.gov.br/faleanac
RECEITA: DOCE DE MAMÃO VERDE EM FITAS

Ingredientes:
· 1 ½ litro de água
· 300 g de mamão verde
· 1 ½ xícara (chá) de STEVITA CULINÁRIA
· cravo e canela a gosto
Modo de preparar:
Lave o mamão, corte-o ao meio, no sentido do comprido, retire as sementes e corte-o em fatias bem finas (fitas), com um cortador de legumes. Enrole as fitas como caracol e vá enfiando numa agulha com linha, formando um “colar”. Faça vários “colares”. Coloque só um litro de água numa panela e cozinhe os “colares” até ficarem macios. Escorra e reserve. Em outra panela, coloque o restante da água (½ litro), o STEVITA CULINÁRIA, o cravo e a canela para ferver, até formar uma calda rala. Mergulhe os “colares” de mamão e cozinhe-os até ficarem transparentes e cozidos. Deixe esfriar, retire as linhas e coloque tudo, cuidadosamente, numa compoteira.
Rendimento: 6 porções
Calorias: 109 kcal/porção
Carboidratos: 26,1 g
Proteínas: 0,2 g
Lipídios: 0,2 g
Receita convencional: 229 kcal/porção
Osteoartrite e a dor crônica
O envelhecimento da população é um desafio mundial e para ajudar a melhorar as condições de saúde dessa parcela da sociedade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem uma frente de trabalho voltada para a prevenção das doenças crônicas comuns da terceira idade. No Brasil, com o aumento da expectativa de vida é natural a crescente preocupação em torno dessas doenças.
Segundo dados da OMS, a osteoartrite, ou artrose, é a doença reumática mais comum no país e uma das condições com maior incidência na população acima dos 60 anos. Devido a diversas alterações anatômicas que ocorrem no corpo com o passar dos anos, desgastes nas articulações, estruturas responsáveis pelos movimentos, tornam-se comuns.
Nas articulações, os ossos não tocam diretamente um no outro. Eles são revestidos por uma cartilagem, que evita o atrito. A destruição deste revestimento é o que caracteriza a osteoartrite, uma doença crônica. Pessoas com excesso de peso e com histórico da doença na família estão mais suscetíveis a desenvolver o problema, porém atletas que praticam esportes de impacto e aqueles que sofreram traumas nas articulações também devem ficar atentos. Quando a doença é descoberta precocemente, a terapia preventiva ajuda a minimizar os sintomas e a sua progressão.
A articulação mais acometida pela osteoartrite é o joelho. Por se tratar de uma doença inflamatória e degenerativa, há dificuldade de locomoção e, em casos mais graves, incapacita o paciente devido à dor crônica e limitação funcional. Recentemente, demonstrou-se que não apenas a lesão local e a inflamação levam à dor crônica. Evidências bem fundamentadas apontam para a existência do fenômeno de sensibilização central à dor. Com o tempo, este processo implica em uma mudança no funcionamento de nervos, medula e cérebro, mantendo e amplificando o estímulo doloroso.
O tratamento da osteoartrite inclui analgésicos e anti-inflamatórios para alívio sintomático. Além disso, também são utilizados os condroprotetores, que teoricamente refazem ou protegem a cartilagem danificada, embora a sua eficácia ainda precise ser melhor comprovada. O manejo da dor é um ponto fundamental para o paciente, pois ela pode se tornar incapacitante e é uma das grandes dificuldades que o paciente enfrenta quando tenta se engajar na reabilitação física, que também é parte vital do tratamento.
A indicação mais moderna para o tratamento da dor crônica relacionada à osteoartrite de joelho é o uso de antidepressivos duais, inibidores da recaptação dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina. O aumento dos níveis destas substâncias presentes no sistema nervoso central provoca um efeito analgésico próprio, já presente no corpo. Tais compostos, como a duloxetina, aprovada pela Anvisa para esta indicação, funcionam para a dor independentemente da sua ação antidepressiva.
Eduardo Paiva, reumatologista e chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR.
Segundo dados da OMS, a osteoartrite, ou artrose, é a doença reumática mais comum no país e uma das condições com maior incidência na população acima dos 60 anos. Devido a diversas alterações anatômicas que ocorrem no corpo com o passar dos anos, desgastes nas articulações, estruturas responsáveis pelos movimentos, tornam-se comuns.
Nas articulações, os ossos não tocam diretamente um no outro. Eles são revestidos por uma cartilagem, que evita o atrito. A destruição deste revestimento é o que caracteriza a osteoartrite, uma doença crônica. Pessoas com excesso de peso e com histórico da doença na família estão mais suscetíveis a desenvolver o problema, porém atletas que praticam esportes de impacto e aqueles que sofreram traumas nas articulações também devem ficar atentos. Quando a doença é descoberta precocemente, a terapia preventiva ajuda a minimizar os sintomas e a sua progressão.
A articulação mais acometida pela osteoartrite é o joelho. Por se tratar de uma doença inflamatória e degenerativa, há dificuldade de locomoção e, em casos mais graves, incapacita o paciente devido à dor crônica e limitação funcional. Recentemente, demonstrou-se que não apenas a lesão local e a inflamação levam à dor crônica. Evidências bem fundamentadas apontam para a existência do fenômeno de sensibilização central à dor. Com o tempo, este processo implica em uma mudança no funcionamento de nervos, medula e cérebro, mantendo e amplificando o estímulo doloroso.
O tratamento da osteoartrite inclui analgésicos e anti-inflamatórios para alívio sintomático. Além disso, também são utilizados os condroprotetores, que teoricamente refazem ou protegem a cartilagem danificada, embora a sua eficácia ainda precise ser melhor comprovada. O manejo da dor é um ponto fundamental para o paciente, pois ela pode se tornar incapacitante e é uma das grandes dificuldades que o paciente enfrenta quando tenta se engajar na reabilitação física, que também é parte vital do tratamento.
A indicação mais moderna para o tratamento da dor crônica relacionada à osteoartrite de joelho é o uso de antidepressivos duais, inibidores da recaptação dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina. O aumento dos níveis destas substâncias presentes no sistema nervoso central provoca um efeito analgésico próprio, já presente no corpo. Tais compostos, como a duloxetina, aprovada pela Anvisa para esta indicação, funcionam para a dor independentemente da sua ação antidepressiva.
Eduardo Paiva, reumatologista e chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR.
Acidentes de trânsito podem produzir sérios efeitos psicológicos
Os acidentes no trânsito podem produzir sérios efeitos psicológicos. Nosso cérebro fica "ferido" especialmente nas regiões responsáveis pela regulação no nosso estado emocional. Diferente das feridas externas, não podemos vê-las, mas podemos perceber seus sintomas que, comumente, constituem o quadro de Transtorno de Estress Pós-Traumático - TEPT - podendo evoluir para depressão, pânico, fobias, ansiedade generalizada, luto patológico…
A ferida cerebral ou trauma psicológico ocorre quando passamos por/ou presenciamos situações de estress envolvendo morte ou ameaça de morte ou ameaça de nossa integridade física e moral. Tais traumas também podem ocorrer quando quando a vivência excede nossa capacidade de administrá-la racional e emocionalmente ou quando somos pegos desprevenidos. Nos acidentes de trânsito todas estas possibilidades existem e podem nos levar de um estado de bem estar e controle para respostas de medo intenso, horror e impotência.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR) da Associação Americana de Psiquiatria o Transtorno de Estress Pós Traumático é caracterizado por:
1) Revivência do evento traumático de uma ou mais das seguintes maneiras:
- recordações recorrentes e intrusivas do evento por meio de imagens, pensamentos ou percepções- flashbacks.
- sonhos recorrentes com o evento.
- agir ou sentir como se o evento estivesse acontecendo de novo.
- sofrimento profundo ao entrar em contato com conteúdos internos ou do meio ambiente que se assemelhem à algum aspecto do evento.
2) Esquiva de estímulos associados ao trauma e entorpecimentoda das reações caracterizados por três ou mais das seguintes maneiras:
- Esforços para evitar pensamentos e sentimentos relacionados ao evento traumático.
- Esforços para evitar locais, atividades e pessoas que se assemelhem ou estejam relacionados ao evento traumático.
- Incapacidade para recordar de algum aspecto importante do trauma.
- Redução do interesse de participar de atividades importantes do dia a dia.
- Sensação de distanciamento de outras pessoas.
- Dificuldade ou incapacidade de ter sentimentos de carinho.
- Sentimento de futuro abreviado, redução das expectativas em relação ao futuro.
3) Excitabilidade aumentada apresentada por duas ou mais das seguintes maneiras:
- Dificuldade para dormir e manter o sono.
- Irritabilidade.
- Dificuldade para concentrar-se.
- Hipervigilância.
- Comportamentos de sobressalto exagerado
Tais sintomas podem iniciar logo após ao evento traumático ou meses depois dele.
Assim, um acidente no trânsito pode trazer além das perdas do momento um sério comprometimento para a reorganização, reconstrução e manutenção da própria vida.
O Brainspotting e o EMDR tem se mostrado ferramentas eficazes para o tratamento dos sintomas gerados por acidentes de trânsito. Por trabalherem diretamente as feridas que ficam em nosso cérebro emocional trazem resultados claros e rápidos.
O EMDR recebeu nota A para o tratamento do Transtorno do Estress Pós traumático pela Sociedade Internacional para os Estudos de Estresse Pos-traumático (A, a nota mais alta que se pode receber), seus resultados podem ser vistos no cérebro através de tomografias que apresentam a significativa redução do estress cerebral após a aplicação de algumas sessões. Graças a técnicas como estas nossas feridas emocionais podem ser cicatrizados em alta velocidade para que possamos levar nossas vidas adiante.
Saiba mais em: www.giovanatessaro.com.br
Fonte de Pauta: Dra. Giovana Tessaro* - Psicóloga - CRP 08/07536-4
* Giovana Tessaro é psicóloga clínica e terapeuta em EMDR e Brainspotting; especializanda em Neuropsicologia e especialista em Administração.
A ferida cerebral ou trauma psicológico ocorre quando passamos por/ou presenciamos situações de estress envolvendo morte ou ameaça de morte ou ameaça de nossa integridade física e moral. Tais traumas também podem ocorrer quando quando a vivência excede nossa capacidade de administrá-la racional e emocionalmente ou quando somos pegos desprevenidos. Nos acidentes de trânsito todas estas possibilidades existem e podem nos levar de um estado de bem estar e controle para respostas de medo intenso, horror e impotência.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR) da Associação Americana de Psiquiatria o Transtorno de Estress Pós Traumático é caracterizado por:
1) Revivência do evento traumático de uma ou mais das seguintes maneiras:
- recordações recorrentes e intrusivas do evento por meio de imagens, pensamentos ou percepções- flashbacks.
- sonhos recorrentes com o evento.
- agir ou sentir como se o evento estivesse acontecendo de novo.
- sofrimento profundo ao entrar em contato com conteúdos internos ou do meio ambiente que se assemelhem à algum aspecto do evento.
2) Esquiva de estímulos associados ao trauma e entorpecimentoda das reações caracterizados por três ou mais das seguintes maneiras:
- Esforços para evitar pensamentos e sentimentos relacionados ao evento traumático.
- Esforços para evitar locais, atividades e pessoas que se assemelhem ou estejam relacionados ao evento traumático.
- Incapacidade para recordar de algum aspecto importante do trauma.
- Redução do interesse de participar de atividades importantes do dia a dia.
- Sensação de distanciamento de outras pessoas.
- Dificuldade ou incapacidade de ter sentimentos de carinho.
- Sentimento de futuro abreviado, redução das expectativas em relação ao futuro.
3) Excitabilidade aumentada apresentada por duas ou mais das seguintes maneiras:
- Dificuldade para dormir e manter o sono.
- Irritabilidade.
- Dificuldade para concentrar-se.
- Hipervigilância.
- Comportamentos de sobressalto exagerado
Tais sintomas podem iniciar logo após ao evento traumático ou meses depois dele.
Assim, um acidente no trânsito pode trazer além das perdas do momento um sério comprometimento para a reorganização, reconstrução e manutenção da própria vida.
O Brainspotting e o EMDR tem se mostrado ferramentas eficazes para o tratamento dos sintomas gerados por acidentes de trânsito. Por trabalherem diretamente as feridas que ficam em nosso cérebro emocional trazem resultados claros e rápidos.
O EMDR recebeu nota A para o tratamento do Transtorno do Estress Pós traumático pela Sociedade Internacional para os Estudos de Estresse Pos-traumático (A, a nota mais alta que se pode receber), seus resultados podem ser vistos no cérebro através de tomografias que apresentam a significativa redução do estress cerebral após a aplicação de algumas sessões. Graças a técnicas como estas nossas feridas emocionais podem ser cicatrizados em alta velocidade para que possamos levar nossas vidas adiante.
Saiba mais em: www.giovanatessaro.com.br
Fonte de Pauta: Dra. Giovana Tessaro* - Psicóloga - CRP 08/07536-4
* Giovana Tessaro é psicóloga clínica e terapeuta em EMDR e Brainspotting; especializanda em Neuropsicologia e especialista em Administração.
Tiririca - Uma notável transição de carreira
Ao longo de quase 30 anos aconselhando executivos demitidos pelas empresas em processos de transição de carreira, já vivenciei de tudo um pouco: diretores de administração que montaram lojas, executivos de finanças que passaram a viver de consultoria e executivas que abriram lojas de lingerie. No entanto, a mais notável transição de carreira que pude presenciar é a que está fazendo Francisco Everardo Oliveira Silva, eleito deputado federal com votação recorde pelo PR.
Pessoa de origem humilde e palhaço por profissão, Silva se tornou deputado federal por São Paulo e tem como missão abandonar a carreira que o tornou famoso assumindo outra que pode vir a destruí-lo. Para muitos, trata-se de uma fraude eleitoral, uma vez que Silva fez campanha como palhaço, mas não poderá assumir sua cadeira como tal, devendo se apresentar devidamente trajado, sob o risco de ser cassado por falta de decoro parlamentar.
O Deputado Silva, se não for impedido em função de uma eventual comprovação de analfabetismo, tem um suas mãos uma oportunidade de ouro, ou seja, realizar uma das mais complexas transições de carreira de que se tem notícia no Brasil. Normalmente, buscamos uma nova carreira quando aquela em que atuávamos já não se mostra mais promissora. No caso do Deputado Silva estamos vendo o oposto. Ele deixa uma carreira bem sucedida no ramo circense e vai se aventurar em um cenário que certamente lhe será hostil, pois vai se sentar ao lado de outros 500 e tantos deputados que obtiveram menos votos do que ele e que estarão tentados a mostrar que sua eleição foi um equívoco.
Se escapar dos procuradores que querem sua cassação antes mesmo da diplomação, o Deputado Silva, certamente, não terá um mandato tranquilo. Não poderá exercê-lo com a vestimenta que o tornou famoso e precisará cumprir uma importante promessa – quiçá a única – de sua campanha: explicar ao povo brasileiro o que é que os deputados fazem.
Terá condições para isso? Conseguirá trazer transparência a uma atividade que, no Brasil, sempre foi exercida longe do escrutínio da sociedade? Terá êxito em fugir do enorme interesse que sua atividade parlamentar certamente vai despertar tanto para os outros deputados como para a sociedade como um todo?
Honestamente, gostaria muito de que o Deputado Silva surpreendesse a todos e conseguisse a improvável façanha de conseguir sucesso em uma transição de carreira para lá de complicada. Ele deixa o sucesso para se enveredar por algo que não conhece, trilhando o caminho oposto da maioria dos profissionais que buscam mudar de ares para sobreviver. Eleito com mais de 1,3 milhão de votos, ele tem o compromisso de desvendar aos que o elegeram o que fazem os deputados em Brasília, um compromisso para lá de espinhoso para alguém que sempre soube fazer rir.
Prevejo dias tumultuados para o Deputado Silva, mas torço muito para que ele alcance o sucesso em sua nova profissão, pois não temos muitas notícias de êxito em transições de carreira para atividades para as quais a pessoa não tenha inclinação ou preparo. Se ele conseguir se tornar um deputado valioso para a sociedade, que nos ajude a entender o que fazem os deputados em Brasília, terá realizado uma proeza sem igual.
(*) José Augusto Minarelli é Presidente da Lens & Minarelli, empresa especializada em Outplacement e aconselhamento de carreira.
Pessoa de origem humilde e palhaço por profissão, Silva se tornou deputado federal por São Paulo e tem como missão abandonar a carreira que o tornou famoso assumindo outra que pode vir a destruí-lo. Para muitos, trata-se de uma fraude eleitoral, uma vez que Silva fez campanha como palhaço, mas não poderá assumir sua cadeira como tal, devendo se apresentar devidamente trajado, sob o risco de ser cassado por falta de decoro parlamentar.
O Deputado Silva, se não for impedido em função de uma eventual comprovação de analfabetismo, tem um suas mãos uma oportunidade de ouro, ou seja, realizar uma das mais complexas transições de carreira de que se tem notícia no Brasil. Normalmente, buscamos uma nova carreira quando aquela em que atuávamos já não se mostra mais promissora. No caso do Deputado Silva estamos vendo o oposto. Ele deixa uma carreira bem sucedida no ramo circense e vai se aventurar em um cenário que certamente lhe será hostil, pois vai se sentar ao lado de outros 500 e tantos deputados que obtiveram menos votos do que ele e que estarão tentados a mostrar que sua eleição foi um equívoco.
Se escapar dos procuradores que querem sua cassação antes mesmo da diplomação, o Deputado Silva, certamente, não terá um mandato tranquilo. Não poderá exercê-lo com a vestimenta que o tornou famoso e precisará cumprir uma importante promessa – quiçá a única – de sua campanha: explicar ao povo brasileiro o que é que os deputados fazem.
Terá condições para isso? Conseguirá trazer transparência a uma atividade que, no Brasil, sempre foi exercida longe do escrutínio da sociedade? Terá êxito em fugir do enorme interesse que sua atividade parlamentar certamente vai despertar tanto para os outros deputados como para a sociedade como um todo?
Honestamente, gostaria muito de que o Deputado Silva surpreendesse a todos e conseguisse a improvável façanha de conseguir sucesso em uma transição de carreira para lá de complicada. Ele deixa o sucesso para se enveredar por algo que não conhece, trilhando o caminho oposto da maioria dos profissionais que buscam mudar de ares para sobreviver. Eleito com mais de 1,3 milhão de votos, ele tem o compromisso de desvendar aos que o elegeram o que fazem os deputados em Brasília, um compromisso para lá de espinhoso para alguém que sempre soube fazer rir.
Prevejo dias tumultuados para o Deputado Silva, mas torço muito para que ele alcance o sucesso em sua nova profissão, pois não temos muitas notícias de êxito em transições de carreira para atividades para as quais a pessoa não tenha inclinação ou preparo. Se ele conseguir se tornar um deputado valioso para a sociedade, que nos ajude a entender o que fazem os deputados em Brasília, terá realizado uma proeza sem igual.
(*) José Augusto Minarelli é Presidente da Lens & Minarelli, empresa especializada em Outplacement e aconselhamento de carreira.
SRJ e TJ/SP vão implementar mais seis juizados da mulher
Brasília, 26/11/10 (MJ) - Na próxima segunda-feira, 29, o secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, e o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), desembargador Antônio Carlos Viana Santos, assinam convênio para a instalação de mais seis Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher em São Paulo.
O documento será assinado no TJ/SP às 13h. Os juizados terão equipes multidisciplinares para atender as demandas de mulheres ameaçadas ou vítimas de violência física, sexual e psicológica. O convênio, com valor superior a R$ 4 milhões, vai estruturar os juizados dos Fóruns Regionais de Santana, Ipiranga, Santo Amaro, Tatuapé, São Miguel Paulista e Pinheiros.
A SRJ já investiu recursos para a criação de 45 Juizados em todo o país. Destes, 25 já estão em funcionamento.
Primeiro Juizado
Em 2008 foi criado o 1º Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher por meio de convênio assinado entre a Secretaria de Reforma do Judiciário (SRJ) e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP). Já foram distribuídos mais de quatro mil processos neste juizado. A ação de efetivação da Lei Maria da Penha é uma das prioridades do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça.
O documento será assinado no TJ/SP às 13h. Os juizados terão equipes multidisciplinares para atender as demandas de mulheres ameaçadas ou vítimas de violência física, sexual e psicológica. O convênio, com valor superior a R$ 4 milhões, vai estruturar os juizados dos Fóruns Regionais de Santana, Ipiranga, Santo Amaro, Tatuapé, São Miguel Paulista e Pinheiros.
A SRJ já investiu recursos para a criação de 45 Juizados em todo o país. Destes, 25 já estão em funcionamento.
Primeiro Juizado
Em 2008 foi criado o 1º Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher por meio de convênio assinado entre a Secretaria de Reforma do Judiciário (SRJ) e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP). Já foram distribuídos mais de quatro mil processos neste juizado. A ação de efetivação da Lei Maria da Penha é uma das prioridades do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
PAULISTANO SERÁ OBRIGADO A PINTAR TELHADO DA RESIDÊNCIA NA COR BRANCA
Foi aprovado na última quarta feira, 10/11, em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei 615/2009 do Vereador Goulart, para que a população pinte os telhados de suas casas de branco, de modo a reduzir os efeitos do Aquecimento Global. O parlamentar ressalta a importância de trabalhar em conjunto com a sociedade hoje, para que futuramente a Terra não sofra tanto com os impactos causados pelo homem.
A proposta do Vereador se fundamenta na campanha One Degree Less, lançada no Brasil, que têm como principal objetivo a diminuição de um grau Celsius da temperatura da terra. Esta ação trata de um programa criado pela organização Green Building Council Brasil, uma empresa voltada para desenvolver a indústria da construção sustentável, fundada em março de 2007.
Entre as justificativas, Goulart aponta a redução no gasto com energia para o resfriamento dos imóveis, pois se as coberturas fossem pintadas de branco, iam refletir mais luz solar e absorver menos calor, pois a maioria deles são escuros e emitem apenas 20% da luz solar.
Seguindo este raciocínio, a One Degree Less afirma que as áreas urbanas, chamadas de ilhas de calor apresentam cerca de 1 a 6° C a mais do que as regiões rurais. Isso é resultado da retenção e radiação da luz solar pelos edifícios e o calor do uso de energia elétrica.
Segundo pesquisadores da Lawrence Berklay National Laboratory, da Califórnia, nos Estados Unidos, a monitoração de 10 edifícios, nesta cidade e na Flórida, demonstra que o uso de telhados frios poupa, para moradores e proprietários, de 20 a 70% do uso anual de energia de resfriamento.
Os telhados pintados de branco, ou de outra cor clara, possuem reflexão de 60% ou mais, os efeitos de incidência solar diminuiriam, ou seja, a cada 100 metros quadrados pintados, compensaria 10 toneladas de emissão de CO2. Se em 20 anos todos as coberturas forem pintadas, teremos o efeito de tirar metade dos carro que rodam em todo o mundo a cada ano deste programa.
“Antes de pensarmos que a medida é difícil de ser aplicada ou em qualquer argumento contrário, é importante ressaltar que se trata de uma ação para a preservação do meio ambiente e isso carece de atitudes rígidas, afirma o Vereador Goulart autor do Projeto de Lei. “Dessa forma, a lei ajudará a combater o aquecimento global. Isso é bom para o meio ambiente e para os cidadãos da cidade de São Paulo que poderão conviver em uma cidade melhor’’, ressalta.
A proposta do Vereador se fundamenta na campanha One Degree Less, lançada no Brasil, que têm como principal objetivo a diminuição de um grau Celsius da temperatura da terra. Esta ação trata de um programa criado pela organização Green Building Council Brasil, uma empresa voltada para desenvolver a indústria da construção sustentável, fundada em março de 2007.
Entre as justificativas, Goulart aponta a redução no gasto com energia para o resfriamento dos imóveis, pois se as coberturas fossem pintadas de branco, iam refletir mais luz solar e absorver menos calor, pois a maioria deles são escuros e emitem apenas 20% da luz solar.
Seguindo este raciocínio, a One Degree Less afirma que as áreas urbanas, chamadas de ilhas de calor apresentam cerca de 1 a 6° C a mais do que as regiões rurais. Isso é resultado da retenção e radiação da luz solar pelos edifícios e o calor do uso de energia elétrica.
Segundo pesquisadores da Lawrence Berklay National Laboratory, da Califórnia, nos Estados Unidos, a monitoração de 10 edifícios, nesta cidade e na Flórida, demonstra que o uso de telhados frios poupa, para moradores e proprietários, de 20 a 70% do uso anual de energia de resfriamento.
Os telhados pintados de branco, ou de outra cor clara, possuem reflexão de 60% ou mais, os efeitos de incidência solar diminuiriam, ou seja, a cada 100 metros quadrados pintados, compensaria 10 toneladas de emissão de CO2. Se em 20 anos todos as coberturas forem pintadas, teremos o efeito de tirar metade dos carro que rodam em todo o mundo a cada ano deste programa.
“Antes de pensarmos que a medida é difícil de ser aplicada ou em qualquer argumento contrário, é importante ressaltar que se trata de uma ação para a preservação do meio ambiente e isso carece de atitudes rígidas, afirma o Vereador Goulart autor do Projeto de Lei. “Dessa forma, a lei ajudará a combater o aquecimento global. Isso é bom para o meio ambiente e para os cidadãos da cidade de São Paulo que poderão conviver em uma cidade melhor’’, ressalta.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A enxaqueca pode estar com os dias contados
O ser humano deve ser compreendido em toda a sua complexidade para assim entender e tratar suas doenças. Isso é o que afirma a Medicina Antroposófica, prática que contabiliza quase um século de existência e busca oferecer qualidade de vida ao indivíduo, levando em consideração a saúde e não a doença.
Pesquisadores que trabalham com qualidade de vida utilizam o conceito da salutogênese – foco na saúde e não na doença – para definir as áreas em que o indivíduo pode se sentir melhor. Atualmente, qualquer pessoa, doente ou não, pode visitar um médico antroposófico. Muitas mães procuram estes médicos para serem instruídas sobre como se dá o desenvolvimento infantil - o que oferecer na alimentação, brincadeiras, estímulos adequados para o andar, falar e pensar, como explicar o mundo e os sentidos para a criança, etc.
Para entender como funciona esta prática, uma situação cotidiana pode ser tomada como exemplo. Em consulta com um paciente que sofre de enxaqueca, o médico antroposófico vai considerar o quadro clínico do paciente como qualquer outro profissional, mas também vai pesquisar sua vitalidade, biografia, qualidade de vida, entre outros aspectos. “Não raramente este paciente é um indivíduo que se ocupa demais com pensamentos e possibilidades, de coisas futuras com pouca ou nenhuma razão ou probabilidade de acontecer – são pré-ocupados. Funciona como que se tivéssemos chamado para a cabeça uma atividade metabólica que deveria estar contida no aparelho digestivo, por exemplo”, explica a médica Elaine Marasca, presidente da LUAAMA (Liga dos Usuários e Amigos da Arte Médica Ampliada).
Segunda ela, “o lugar do metabolismo neste caso é no estômago e não na cabeça. Na cabeça não pode haver um fluxo de sangue em excesso e, quando isso acontece, ela acena fortemente, com dor, avisando que o metabolismo está ‘desviado’. Com o tratamento antroposófico, o metabolismo é recolocado em seu devido lugar e a restituição dos processos envolvidos vai evitar que os sintomas se repitam”, afirma Dra. Elaine.
Na medicina antroposófica, a origem de algum desequilíbrio pode ser identificada e transformada por meio de uma terapêutica que envolve o uso de medicamentos produzidos com substâncias da natureza – minerais, plantas e até de alguns animais e de fitoterápicos. Em alguns casos, o uso concomitante de medicamentos alopáticos é indicado. “O médico antroposófico também orienta sobre a alimentação, o estilo de vida e a saúde em geral. A prática médica antroposófica entende o ser humano de forma integral e integrada, em suas diversas estruturas e contextos”, comenta a médica.
Aos leigos, a medicina antroposófica, em primeira análise, pode não ser muito tangível. Entretanto, a aplicação da antroposofia na saúde humana promove qualidade de vida, atua de forma preventiva, equilibra o ritmo do organismo e considera aspectos que a medicina tradicional não leva em consideração.
Pesquisadores que trabalham com qualidade de vida utilizam o conceito da salutogênese – foco na saúde e não na doença – para definir as áreas em que o indivíduo pode se sentir melhor. Atualmente, qualquer pessoa, doente ou não, pode visitar um médico antroposófico. Muitas mães procuram estes médicos para serem instruídas sobre como se dá o desenvolvimento infantil - o que oferecer na alimentação, brincadeiras, estímulos adequados para o andar, falar e pensar, como explicar o mundo e os sentidos para a criança, etc.
Para entender como funciona esta prática, uma situação cotidiana pode ser tomada como exemplo. Em consulta com um paciente que sofre de enxaqueca, o médico antroposófico vai considerar o quadro clínico do paciente como qualquer outro profissional, mas também vai pesquisar sua vitalidade, biografia, qualidade de vida, entre outros aspectos. “Não raramente este paciente é um indivíduo que se ocupa demais com pensamentos e possibilidades, de coisas futuras com pouca ou nenhuma razão ou probabilidade de acontecer – são pré-ocupados. Funciona como que se tivéssemos chamado para a cabeça uma atividade metabólica que deveria estar contida no aparelho digestivo, por exemplo”, explica a médica Elaine Marasca, presidente da LUAAMA (Liga dos Usuários e Amigos da Arte Médica Ampliada).
Segunda ela, “o lugar do metabolismo neste caso é no estômago e não na cabeça. Na cabeça não pode haver um fluxo de sangue em excesso e, quando isso acontece, ela acena fortemente, com dor, avisando que o metabolismo está ‘desviado’. Com o tratamento antroposófico, o metabolismo é recolocado em seu devido lugar e a restituição dos processos envolvidos vai evitar que os sintomas se repitam”, afirma Dra. Elaine.
Na medicina antroposófica, a origem de algum desequilíbrio pode ser identificada e transformada por meio de uma terapêutica que envolve o uso de medicamentos produzidos com substâncias da natureza – minerais, plantas e até de alguns animais e de fitoterápicos. Em alguns casos, o uso concomitante de medicamentos alopáticos é indicado. “O médico antroposófico também orienta sobre a alimentação, o estilo de vida e a saúde em geral. A prática médica antroposófica entende o ser humano de forma integral e integrada, em suas diversas estruturas e contextos”, comenta a médica.
Aos leigos, a medicina antroposófica, em primeira análise, pode não ser muito tangível. Entretanto, a aplicação da antroposofia na saúde humana promove qualidade de vida, atua de forma preventiva, equilibra o ritmo do organismo e considera aspectos que a medicina tradicional não leva em consideração.
NTU apresenta propostas para o próximo governo federal
As eleições presidenciais são momentos propícios para a discussão dos rumos do País. Dentro deste contexto, a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) ressalta a importância de políticas públicas sobre mobilidade urbana, importante fator de desenvolvimento econômico e social. A priorização do transporte coletivo contribui diretamente para a construção de cidades sustentáveis e que ofereçam qualidade de vida para seus cidadãos.
Uma das propostas legislativas da NTU é a aprovação do Projeto de Lei da Câmara, PLC nº 166/2010, que fixa as diretrizes da política nacional de mobilidade urbana, atualmente em tramitação no Senado. O PLC nº 166/2010 tem o objetivo geral de promover a integração entre os diferentes meios de transporte, motorizados e não motorizados, e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas nas grandes cidades. “Essa lei, quando aprovada, será um importante instrumento de integração das ações de planejamento e desenvolvimento urbano, de complementação das políticas de erradicação da pobreza e de melhoria das condições de mobilidade nas metrópoles brasileiras”, afirma Marcos Bicalho dos Santos, diretor superintendente da NTU.
A NTU defende a implementação de um Programa Nacional de Mobilidade Urbana para investimentos em sistemas estruturais de transporte público coletivo nas capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes. A entidade destaca o Bus Rapid Transit (BRT) como a melhor alternativa para os problemas de mobilidade das grandes cidades brasileiras. Os BRTs são ônibus articulados ou biarticulados de alta capacidade, com tecnologias mais limpas e que trafegam em faixas próprias, conferindo maior velocidade e confiabilidade aos serviços de transporte coletivo. O sistema se destaca pelo menor custo e tempo de implantação, maior permeabilidade dos trajetos e aumento da qualidade do serviço ofertado, com mais conforto, velocidade e comodidade.
“A adoção do BRT é a solução que melhor atende às limitações econômicas e de tempo enfrentadas atualmente, além de ser ambientalmente correta. A evolução tecnológica deflagrada pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE) propiciou reduções significativas nas emissões de materiais particulados, principalmente pela introdução de motores com gerenciamento eletrônico da injeção de combustível. A partir de 2012 as emissões devem cair ainda mais com a adoção de motores padrão P-7, movidos a óleo diesel com baixos teores de enxofre e dotados de filtros cerâmicos nos escapamentos”, comenta Bicalho.
Custeio das gratuidades
A inclusão de fontes de custeio nos orçamentos públicos para as gratuidades e benefícios tarifários também é defendida pela NTU. Levantamento da entidade aponta que, em média, 34% dos usuários de transportes públicos coletivos têm direito a gratuidades ou abatimentos nas tarifas. “Esses benefícios são importantes ferramentas de inclusão social e defendemos sua manutenção. Entretanto, eles não devem onerar os usuários pagantes. Os ônus devem ser assumidos por toda a sociedade”, diz Bicalho. “Com novas fontes de custeio para esses benefícios, é possível reduzir o preço das passagens em cerca de 17%, estimulando o uso dos serviços de transporte coletivo público.”
Vale-Transporte
A implantação do Vale-Transporte há 25 anos representou um avanço no campo social ao reconhecer o transporte público como um serviço essencial para a viabilização econômica das cidades. O benefício solucionou a questão do alto nível de comprometimento dos salários, principalmente dos trabalhadores de baixa renda, com as despesas de deslocamentos.
O Vale-Transporte é o meio de pagamento utilizado por 47% dos usuários do transporte público, o qual responde por mais de 50% do total de viagens motorizadas realizadas em território urbano no Brasil. Por esse motivo, a NTU defende a preservação, o fortalecimento e a ampliação do Vale-Transporte por meio da sua inclusão como direito social do trabalhador na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
Cidades de médio porte
A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil motivou a criação do PAC (Programa de Aceleração do Desenvolvimento) da Mobilidade Urbana, no qual as 12 cidades-sede da Copa do Mundo serão beneficiadas com a implementação de projetos de aumento da capacidade operacional da rede de transportes urbanos e metropolitanos. A NTU destaca também a importância de investimentos em municípios de médio porte, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes. “A implantação de vias preferenciais para circulação de ônibus em cidades médias não exige alto custo e oferece muitos benefícios para os habitantes dessas cidades, proporcionando melhor qualidade de vida”, comenta Bicalho.
Incentivos
A melhoria da qualidade do transporte coletivo nas áreas urbanas é fundamental para que este se torne de fato uma alternativa para os que utilizam transporte motorizado individual. Além de investimentos no setor, é necessária a criação de restrições ao uso indiscriminado de automóveis e motos em grandes cidades, como a cobrança de pedágios urbanos. A oneração do uso de acordo com o princípio poluidor-pagador também é importante. Segundo dados da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), os usuários de automóveis consomem 13 vezes mais energia e poluem 17 vezes mais que os de ônibus. “O incentivo ao uso do transporte coletivo é vital para a sustentabilidade e a qualidade de vida das grandes metrópoles”, pondera Bicalho.
A NTU também defende incentivos para a renovação da frota nacional de ônibus urbanos com veículos acessíveis e equipados com motores mais eficientes e com emissões reduzidas. Atualmente, são 105 mil veículos em operação no Brasil, o que exige um esforço de renovação contínuo que atinge a marca de 15 mil novos ônibus por ano. A aquisição de novos veículos pelas empresas de transporte público hoje se dá basicamente por meio do FINAME, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Novas fontes de financiamentos, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), possibilitariam mais investimentos na renovação da frota, oferecendo mais qualidade e conforto aos usuários”, finaliza Bicalho.
Uma das propostas legislativas da NTU é a aprovação do Projeto de Lei da Câmara, PLC nº 166/2010, que fixa as diretrizes da política nacional de mobilidade urbana, atualmente em tramitação no Senado. O PLC nº 166/2010 tem o objetivo geral de promover a integração entre os diferentes meios de transporte, motorizados e não motorizados, e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas nas grandes cidades. “Essa lei, quando aprovada, será um importante instrumento de integração das ações de planejamento e desenvolvimento urbano, de complementação das políticas de erradicação da pobreza e de melhoria das condições de mobilidade nas metrópoles brasileiras”, afirma Marcos Bicalho dos Santos, diretor superintendente da NTU.
A NTU defende a implementação de um Programa Nacional de Mobilidade Urbana para investimentos em sistemas estruturais de transporte público coletivo nas capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes. A entidade destaca o Bus Rapid Transit (BRT) como a melhor alternativa para os problemas de mobilidade das grandes cidades brasileiras. Os BRTs são ônibus articulados ou biarticulados de alta capacidade, com tecnologias mais limpas e que trafegam em faixas próprias, conferindo maior velocidade e confiabilidade aos serviços de transporte coletivo. O sistema se destaca pelo menor custo e tempo de implantação, maior permeabilidade dos trajetos e aumento da qualidade do serviço ofertado, com mais conforto, velocidade e comodidade.
“A adoção do BRT é a solução que melhor atende às limitações econômicas e de tempo enfrentadas atualmente, além de ser ambientalmente correta. A evolução tecnológica deflagrada pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE) propiciou reduções significativas nas emissões de materiais particulados, principalmente pela introdução de motores com gerenciamento eletrônico da injeção de combustível. A partir de 2012 as emissões devem cair ainda mais com a adoção de motores padrão P-7, movidos a óleo diesel com baixos teores de enxofre e dotados de filtros cerâmicos nos escapamentos”, comenta Bicalho.
Custeio das gratuidades
A inclusão de fontes de custeio nos orçamentos públicos para as gratuidades e benefícios tarifários também é defendida pela NTU. Levantamento da entidade aponta que, em média, 34% dos usuários de transportes públicos coletivos têm direito a gratuidades ou abatimentos nas tarifas. “Esses benefícios são importantes ferramentas de inclusão social e defendemos sua manutenção. Entretanto, eles não devem onerar os usuários pagantes. Os ônus devem ser assumidos por toda a sociedade”, diz Bicalho. “Com novas fontes de custeio para esses benefícios, é possível reduzir o preço das passagens em cerca de 17%, estimulando o uso dos serviços de transporte coletivo público.”
Vale-Transporte
A implantação do Vale-Transporte há 25 anos representou um avanço no campo social ao reconhecer o transporte público como um serviço essencial para a viabilização econômica das cidades. O benefício solucionou a questão do alto nível de comprometimento dos salários, principalmente dos trabalhadores de baixa renda, com as despesas de deslocamentos.
O Vale-Transporte é o meio de pagamento utilizado por 47% dos usuários do transporte público, o qual responde por mais de 50% do total de viagens motorizadas realizadas em território urbano no Brasil. Por esse motivo, a NTU defende a preservação, o fortalecimento e a ampliação do Vale-Transporte por meio da sua inclusão como direito social do trabalhador na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
Cidades de médio porte
A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil motivou a criação do PAC (Programa de Aceleração do Desenvolvimento) da Mobilidade Urbana, no qual as 12 cidades-sede da Copa do Mundo serão beneficiadas com a implementação de projetos de aumento da capacidade operacional da rede de transportes urbanos e metropolitanos. A NTU destaca também a importância de investimentos em municípios de médio porte, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes. “A implantação de vias preferenciais para circulação de ônibus em cidades médias não exige alto custo e oferece muitos benefícios para os habitantes dessas cidades, proporcionando melhor qualidade de vida”, comenta Bicalho.
Incentivos
A melhoria da qualidade do transporte coletivo nas áreas urbanas é fundamental para que este se torne de fato uma alternativa para os que utilizam transporte motorizado individual. Além de investimentos no setor, é necessária a criação de restrições ao uso indiscriminado de automóveis e motos em grandes cidades, como a cobrança de pedágios urbanos. A oneração do uso de acordo com o princípio poluidor-pagador também é importante. Segundo dados da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), os usuários de automóveis consomem 13 vezes mais energia e poluem 17 vezes mais que os de ônibus. “O incentivo ao uso do transporte coletivo é vital para a sustentabilidade e a qualidade de vida das grandes metrópoles”, pondera Bicalho.
A NTU também defende incentivos para a renovação da frota nacional de ônibus urbanos com veículos acessíveis e equipados com motores mais eficientes e com emissões reduzidas. Atualmente, são 105 mil veículos em operação no Brasil, o que exige um esforço de renovação contínuo que atinge a marca de 15 mil novos ônibus por ano. A aquisição de novos veículos pelas empresas de transporte público hoje se dá basicamente por meio do FINAME, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Novas fontes de financiamentos, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), possibilitariam mais investimentos na renovação da frota, oferecendo mais qualidade e conforto aos usuários”, finaliza Bicalho.
Relatório do Planeta Vivo 2010 revela a redução de recursos naturais em ritmo alarmante
As últimas análises demonstram que as populações de espécies tropicais estão em queda livre e a demanda humana por recursos naturais sobe vertiginosamente e chega a 50% a mais do que o planeta pode suportar. Isto é o que revela a edição de 2010 do Relatório do Planeta Vivo, da Rede WWF, publicação que apresenta a principal pesquisa sobre a saúde do planeta. O relatório bianual da Rede WWF, produzido em colaboração com a Sociedade Zoológica de Londres e a Global Footprint Network, utiliza o Índice do Planeta Vivo para medir a saúde de quase 8 mil populações de mais de 2.500 espécies. Esse índice mundial demonstra uma redução de 30% desde 1970. O declínio é mais acentuado nas regiões tropicais, onde se verifica uma queda de 60% em menos de 40 anos.
“É alarmante o ritmo da perda de biodiversidade que se verifica nos países de baixa renda, em sua maioria situados nos trópicos, enquanto o mundo desenvolvido vive num falso paraíso, alimentado pelo consumo excessivo e elevadas emissões de carbono”, declarou Jim Leape, diretor geral da Rede WWF.
O Relatório mostra que, em algumas áreas temperadas, houve uma recuperação promissora de populações de espécies -- graças, em parte, ao aumento dos esforços de conservação da natureza e a um melhor controle da poluição e do lixo. No entanto, nas áreas tropicais, houve uma queda de quase 70% nas populações aquáticas (água doce) que foram rastreadas – esse percentual corresponde ao maior declínio já mensurado em quaisquer espécies, em áreas terrestres ou nos oceanos. “As espécies são a base dos ecossistemas,” afirmou Jonathan Baillie, diretor do Programa de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres. “Ecossistemas saudáveis constituem as fundações de tudo o que nós temos – se perdemos isso, destruímos o sistema do qual depende a vida”, completou Baillie.
A Pegada Ecológica -- um dos indicadores utilizados no Relatório -- demonstra que a nossa demanda por recursos naturais duplicou desde 1966 e que utilizamos o equivalente a um planeta e meio para sustentar nossas atividades. Se continuarmos a viver além da capacidade do planeta, até 2030 precisaremos de uma capacidade produtiva equivalente a dois planetas para satisfazer os níveis anuais da nossa demanda.
"O Relatório demonstra que, se as tendências atuais de consumo forem mantidas, chegaremos a um ponto sem retorno,” acrescentou Leape. A conclusão é de que “seriam necessários quatro planetas e meio (4,5) para atender a uma população mundial num estilo de vida equiparável ao de quem vive hoje nos Emirados Árabes Unidos ou nos Estados Unidos."O carbono é o principal culpado por levar o planeta a usar uma espécie de “cheque sem fundos” ecológico. Nossa pegada de carbono aumentou de forma assustadora e nesses últimos 50 anos multiplicou-se por onze. Isso significa que hoje o carbono é responsável por mais da metade da Pegada Ecológica mundial.
Os dez países com a maior Pegada Ecológica per capita são: Emirados Árabes Unidos, Catar, Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos, Estônia, Canadá, Austrália, Kuwait e Irlanda. O Brasil ocupa a 56º posição neste ranking. Os 32 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os quais se incluem as mais ricas economias mundiais, são responsáveis por quase 40% da Pegada mundial. Os países do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – têm o dobro dos habitantes dos países da OCDE e, segundo o Relatório, sua Pegada per capita atual segue na mesma trajetória da OCDE; se for mantido esse modelo de desenvolvimento, o BRIC irá ultrapassar o índice per capita da Pegada da OCDE.
"Países que mantêm um nível elevado de dependência dos recursos (naturais) colocam em risco sua própria economia”, alertou Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network. “Os países que conseguem proporcionar um nível mais elevado de qualidade de vida com a menor demanda ecológica atenderão o interesse mundial e, mais do que isso, vão se tornar os líderes de um mundo com recursos limitados”, completou Wackernagel.
O Relatório mostra novas análises que comprovam que o declínio mais agudo da biodiversidade ocorre em países de baixa renda. Em menos de 40 anos, esses países sofreram uma queda de 60% em sua biodiversidade. A maior Pegada é a dos países de alta renda. Em média, a Pegada desses países é cinco vezes maior do que a dos países de baixa renda. Isso sugere que o consumo em nível não-sustentável das nações mais ricas está baseado, em grande parte, no esgotamento dos recursos naturais das nações mais pobres; e que, muitas vezes, essas nações mais pobres são também as mais ricas em recursos naturais e estão situadas em regiões tropicais.
O Relatório do Planeta Vivo (RPV) mostra, também, que uma grande Pegada e um elevado nível de consumo – muitas vezes mantido às custas dos outros – não se refletem num nível elevado de desenvolvimento. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas -- baseado na expectativa de vida, renda e nível de instrução – pode ser alto em países com uma Pegada média.
O RPV aponta as soluções necessárias para garantir que o planeta possa aguentar a população mundial que, segundo projeções, será de mais de nove bilhões de pessoas em 2050. Entre as questões críticas a serem abordadas para reduzir a Pegada incluem-se a dieta e o consumo energético, assim como maiores esforços para valorizar e investir em nosso capital natural.
“O desafio colocado pelo Relatório do Planeta Vivo é bem claro”, disse Leape. “Precisamos, de alguma maneira, encontrar uma forma de satisfazer as necessidades de uma população crescente e cada vez mais próspera e, ao mesmo tempo, nos manter dentro dos limites dos recursos deste planeta, que é um só. Precisamos, todos nós, encontrar uma maneira de fazer melhores escolhas em nosso consumo e em nossa forma de produção e uso de energia", concluiu.
Desafio do Brasil é crescer sem destruir
O Brasil possui uma alta biocapacidade, mas isso não nos coloca em uma situação confortável. As mudanças nos hábitos de consumo da população brasileira e a demanda crescente por produtos agrícolas têm pressionado os recursos naturais, aumentado a Pegada Ecológica do país. Hoje, a média de consumo da população brasileira já chega a 2,1 hectares por pessoa e a soma do consumo de todas as pessoas mostra que no Brasil já estamos consumindo mais de um planeta.
Esse modelo é insustentável e preocupante. “A redução da desigualdade com aumento do poder aquisitivo da população brasileira é uma conquista positiva. No entanto, também nos coloca frente a um grande desafio que é o de crescer sem esgotar nossos recursos naturais”, destaca a Secretária-Geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.
As riquezas naturais são parte dos ativos necessários ao crescimento econômico que estamos presenciando, mas deve existir sempre um equilíbrio entre o que é consumido e o que a natureza pode prover. Para Hamú, esta é a principal mensagem do Relatório Planeta Vivo 2010.“O estudo é uma ferramenta importante para os tomadores de decisão estimularem uma economia de baixo carbono, uma economia verde, criando novas oportunidades de crescimento para o País e protegendo os serviços ecossistêmicos que são a base de nosso desenvolvimento econômico”, afirma.
O Relatório traz indicadores que apontam o quanto está sendo consumido - a pegada ecológica e a pegada hidrológica - e o quanto o planeta pode prover em recursos naturais renováveis - a biocapacidade. “O desafio será manter esses fatores balanceados para que possamos garantir um desenvolvimento sustentável no Planeta”, diz o coordenador do Programa Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker.
Segundo ele, para que haja esse equilíbrio, além de políticas de proteção de áreas importantes para as espécies, é importante valorizar produtos sustentáveis e certificados e aperfeiçoar mecanismos de monitoramento que possibilitem a redução de impactos, como o cálculo da Pegada Ecológica pelas cidades.
“É alarmante o ritmo da perda de biodiversidade que se verifica nos países de baixa renda, em sua maioria situados nos trópicos, enquanto o mundo desenvolvido vive num falso paraíso, alimentado pelo consumo excessivo e elevadas emissões de carbono”, declarou Jim Leape, diretor geral da Rede WWF.
O Relatório mostra que, em algumas áreas temperadas, houve uma recuperação promissora de populações de espécies -- graças, em parte, ao aumento dos esforços de conservação da natureza e a um melhor controle da poluição e do lixo. No entanto, nas áreas tropicais, houve uma queda de quase 70% nas populações aquáticas (água doce) que foram rastreadas – esse percentual corresponde ao maior declínio já mensurado em quaisquer espécies, em áreas terrestres ou nos oceanos. “As espécies são a base dos ecossistemas,” afirmou Jonathan Baillie, diretor do Programa de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres. “Ecossistemas saudáveis constituem as fundações de tudo o que nós temos – se perdemos isso, destruímos o sistema do qual depende a vida”, completou Baillie.
A Pegada Ecológica -- um dos indicadores utilizados no Relatório -- demonstra que a nossa demanda por recursos naturais duplicou desde 1966 e que utilizamos o equivalente a um planeta e meio para sustentar nossas atividades. Se continuarmos a viver além da capacidade do planeta, até 2030 precisaremos de uma capacidade produtiva equivalente a dois planetas para satisfazer os níveis anuais da nossa demanda.
"O Relatório demonstra que, se as tendências atuais de consumo forem mantidas, chegaremos a um ponto sem retorno,” acrescentou Leape. A conclusão é de que “seriam necessários quatro planetas e meio (4,5) para atender a uma população mundial num estilo de vida equiparável ao de quem vive hoje nos Emirados Árabes Unidos ou nos Estados Unidos."O carbono é o principal culpado por levar o planeta a usar uma espécie de “cheque sem fundos” ecológico. Nossa pegada de carbono aumentou de forma assustadora e nesses últimos 50 anos multiplicou-se por onze. Isso significa que hoje o carbono é responsável por mais da metade da Pegada Ecológica mundial.
Os dez países com a maior Pegada Ecológica per capita são: Emirados Árabes Unidos, Catar, Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos, Estônia, Canadá, Austrália, Kuwait e Irlanda. O Brasil ocupa a 56º posição neste ranking. Os 32 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os quais se incluem as mais ricas economias mundiais, são responsáveis por quase 40% da Pegada mundial. Os países do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – têm o dobro dos habitantes dos países da OCDE e, segundo o Relatório, sua Pegada per capita atual segue na mesma trajetória da OCDE; se for mantido esse modelo de desenvolvimento, o BRIC irá ultrapassar o índice per capita da Pegada da OCDE.
"Países que mantêm um nível elevado de dependência dos recursos (naturais) colocam em risco sua própria economia”, alertou Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network. “Os países que conseguem proporcionar um nível mais elevado de qualidade de vida com a menor demanda ecológica atenderão o interesse mundial e, mais do que isso, vão se tornar os líderes de um mundo com recursos limitados”, completou Wackernagel.
O Relatório mostra novas análises que comprovam que o declínio mais agudo da biodiversidade ocorre em países de baixa renda. Em menos de 40 anos, esses países sofreram uma queda de 60% em sua biodiversidade. A maior Pegada é a dos países de alta renda. Em média, a Pegada desses países é cinco vezes maior do que a dos países de baixa renda. Isso sugere que o consumo em nível não-sustentável das nações mais ricas está baseado, em grande parte, no esgotamento dos recursos naturais das nações mais pobres; e que, muitas vezes, essas nações mais pobres são também as mais ricas em recursos naturais e estão situadas em regiões tropicais.
O Relatório do Planeta Vivo (RPV) mostra, também, que uma grande Pegada e um elevado nível de consumo – muitas vezes mantido às custas dos outros – não se refletem num nível elevado de desenvolvimento. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas -- baseado na expectativa de vida, renda e nível de instrução – pode ser alto em países com uma Pegada média.
O RPV aponta as soluções necessárias para garantir que o planeta possa aguentar a população mundial que, segundo projeções, será de mais de nove bilhões de pessoas em 2050. Entre as questões críticas a serem abordadas para reduzir a Pegada incluem-se a dieta e o consumo energético, assim como maiores esforços para valorizar e investir em nosso capital natural.
“O desafio colocado pelo Relatório do Planeta Vivo é bem claro”, disse Leape. “Precisamos, de alguma maneira, encontrar uma forma de satisfazer as necessidades de uma população crescente e cada vez mais próspera e, ao mesmo tempo, nos manter dentro dos limites dos recursos deste planeta, que é um só. Precisamos, todos nós, encontrar uma maneira de fazer melhores escolhas em nosso consumo e em nossa forma de produção e uso de energia", concluiu.
Desafio do Brasil é crescer sem destruir
O Brasil possui uma alta biocapacidade, mas isso não nos coloca em uma situação confortável. As mudanças nos hábitos de consumo da população brasileira e a demanda crescente por produtos agrícolas têm pressionado os recursos naturais, aumentado a Pegada Ecológica do país. Hoje, a média de consumo da população brasileira já chega a 2,1 hectares por pessoa e a soma do consumo de todas as pessoas mostra que no Brasil já estamos consumindo mais de um planeta.
Esse modelo é insustentável e preocupante. “A redução da desigualdade com aumento do poder aquisitivo da população brasileira é uma conquista positiva. No entanto, também nos coloca frente a um grande desafio que é o de crescer sem esgotar nossos recursos naturais”, destaca a Secretária-Geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.
As riquezas naturais são parte dos ativos necessários ao crescimento econômico que estamos presenciando, mas deve existir sempre um equilíbrio entre o que é consumido e o que a natureza pode prover. Para Hamú, esta é a principal mensagem do Relatório Planeta Vivo 2010.“O estudo é uma ferramenta importante para os tomadores de decisão estimularem uma economia de baixo carbono, uma economia verde, criando novas oportunidades de crescimento para o País e protegendo os serviços ecossistêmicos que são a base de nosso desenvolvimento econômico”, afirma.
O Relatório traz indicadores que apontam o quanto está sendo consumido - a pegada ecológica e a pegada hidrológica - e o quanto o planeta pode prover em recursos naturais renováveis - a biocapacidade. “O desafio será manter esses fatores balanceados para que possamos garantir um desenvolvimento sustentável no Planeta”, diz o coordenador do Programa Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker.
Segundo ele, para que haja esse equilíbrio, além de políticas de proteção de áreas importantes para as espécies, é importante valorizar produtos sustentáveis e certificados e aperfeiçoar mecanismos de monitoramento que possibilitem a redução de impactos, como o cálculo da Pegada Ecológica pelas cidades.
Depressão: a evolução no tratamento
Falar abertamente sobre a depressão nem sempre é fácil, pois apesar de ser uma doença descrita há quase 3 mil anos com os mesmos sintomas conhecidos atualmente, há ainda um misto de desconhecimento e preconceito, principalmente com relação aos medicamentos usados no seu tratamento. Porém, com a evolução da ciência, novas classes terapêuticas surgiram e são cada vez mais eficazes no controle e tratamento da depressão, doença provocada por alterações químicas do cérebro, mais especificamente, quando uma diminuição na oferta de substâncias conhecidas por neurotransmissores, responsáveis por sensações como felicidade e prazer. A depressão não tem cura, mas tem tratamento.
De acordo com o médico assistente do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Depressão e Transtorno Bipolar) do Instituto de Psiquiatria do HC - Universidade de São Paulo (USP), Frederico Navas Demétrio, os medicamentos para o combate à depressão têm evoluído ao longo dos anos e atuado no organismo de maneira mais eficaz, com diminuição significativa dos efeitos adversos. Entre eles, a pouca interferência no peso e na libido, além de baixa probabilidade de interação medicamentosa, inclusive com anticoncepcionais, o que é um ganho para as mulheres. “Essa nova era do tratamento é marcada por um importante avanço dentro da 3ª geração de medicamentos antidepressivos, os chamados Duais”, afirma Demétrio. Um exemplo é a desvenlafaxina, que age como inibidora da recaptação da serotonina (5-HT) e da norepinefrina (NE), substâncias do sistema nervoso, que são diretamente relacionadas ao mecanismo da depressão.
O especialista explica que, nos últimos 20 anos, os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), – considerados antidepressivos de 2º geração - foram os medicamentos mais prescritos para o tratamento da depressão. Eles mostraram eficácia com muito menores índices de eventos adversos observados nos antidepressivos de 1° geração (chamados de tricíclicos), responsáveis pelo baixo índice de adesão ao tratamento pelos pacientes. “No entanto, quando se compara os ISRS aos da 3º geração, estes últimos conseguem um incremento na eficácia do tratamento por atuar também na noradrenalina, além da serotonina”, completa o especialista.
Aliado ao tratamento medicamentoso e da psicoterapia, é importante a prática de atividades físicas, pois liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria e bem-estar. Isso acontece porque o cérebro de uma pessoa diagnosticada com depressão apresenta alterações químicas que precisam ser equilibradas, especialmente no sistema nervoso, responsável pelos níveis de humor, alegria, tristeza, energia e interesse.
Pesquisa divulgada em setembro de 2009 pela Organização Mundial da Saúde alerta que nos próximos 20 anos a depressão deverá ser a doença mais comum do mundo, mais prevalente do que doenças cardíacas ou câncer. Na divisão entre sexos, a mulher possui maior tendência à depressão do que os homens, segundo Demétrio, por conta das questões hormonais. Ele esclarece ainda que o desequilíbrio químico causado pelo quadro depressivo tem grandes efeitos nos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e na menopausa.
Alguns dos sintomas da depressão são: humor deprimido, perda de interesse em fazer coisas que antes eram motivo de prazer, insônia ou muita sonolência, falta de concentração e dificuldade de tomar decisões, agitação ou lentificação dos movimentos, alterações no peso e apetite, fadiga diária, sensação de inutilidade e até pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
Segundo Demétrio, a falta de percepção desses sinais dados pelo organismo ou a insistência em interpretá-los como normais ou passageiros pode mascarar a doença, dando a ela diversas faces diferentes da verdadeira e favorecendo uma evolução cada vez pior com o tempo. “A depressão também possui uma diferença muito importante no seu tratamento, pois ao contrário de uma gripe ou febre, o tratamento deve continuar por vários meses após o desaparecimento dos sintomas, caso contrário poderá haver uma recaída do paciente. Por isso que a orientação médica é tão importante na remissão da depressão”, conclui o especialista.
Alguns tipos de depressão existentes
• Bipolar: alternada com períodos de euforia e de estabilidade
• Psicótica: com delírios ou alucinações
• Atípica: padrão diferente do habitual, com aumento do peso e apetite
• Pós-parto
• Sazonal: relacionada com época do ano, geralmente outono e inverno
• Melancólica ou endógena: depressão típica
• Distimia: depressão leve, crônica, de curso variável
De acordo com o médico assistente do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Depressão e Transtorno Bipolar) do Instituto de Psiquiatria do HC - Universidade de São Paulo (USP), Frederico Navas Demétrio, os medicamentos para o combate à depressão têm evoluído ao longo dos anos e atuado no organismo de maneira mais eficaz, com diminuição significativa dos efeitos adversos. Entre eles, a pouca interferência no peso e na libido, além de baixa probabilidade de interação medicamentosa, inclusive com anticoncepcionais, o que é um ganho para as mulheres. “Essa nova era do tratamento é marcada por um importante avanço dentro da 3ª geração de medicamentos antidepressivos, os chamados Duais”, afirma Demétrio. Um exemplo é a desvenlafaxina, que age como inibidora da recaptação da serotonina (5-HT) e da norepinefrina (NE), substâncias do sistema nervoso, que são diretamente relacionadas ao mecanismo da depressão.
O especialista explica que, nos últimos 20 anos, os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), – considerados antidepressivos de 2º geração - foram os medicamentos mais prescritos para o tratamento da depressão. Eles mostraram eficácia com muito menores índices de eventos adversos observados nos antidepressivos de 1° geração (chamados de tricíclicos), responsáveis pelo baixo índice de adesão ao tratamento pelos pacientes. “No entanto, quando se compara os ISRS aos da 3º geração, estes últimos conseguem um incremento na eficácia do tratamento por atuar também na noradrenalina, além da serotonina”, completa o especialista.
Aliado ao tratamento medicamentoso e da psicoterapia, é importante a prática de atividades físicas, pois liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria e bem-estar. Isso acontece porque o cérebro de uma pessoa diagnosticada com depressão apresenta alterações químicas que precisam ser equilibradas, especialmente no sistema nervoso, responsável pelos níveis de humor, alegria, tristeza, energia e interesse.
Pesquisa divulgada em setembro de 2009 pela Organização Mundial da Saúde alerta que nos próximos 20 anos a depressão deverá ser a doença mais comum do mundo, mais prevalente do que doenças cardíacas ou câncer. Na divisão entre sexos, a mulher possui maior tendência à depressão do que os homens, segundo Demétrio, por conta das questões hormonais. Ele esclarece ainda que o desequilíbrio químico causado pelo quadro depressivo tem grandes efeitos nos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e na menopausa.
Alguns dos sintomas da depressão são: humor deprimido, perda de interesse em fazer coisas que antes eram motivo de prazer, insônia ou muita sonolência, falta de concentração e dificuldade de tomar decisões, agitação ou lentificação dos movimentos, alterações no peso e apetite, fadiga diária, sensação de inutilidade e até pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
Segundo Demétrio, a falta de percepção desses sinais dados pelo organismo ou a insistência em interpretá-los como normais ou passageiros pode mascarar a doença, dando a ela diversas faces diferentes da verdadeira e favorecendo uma evolução cada vez pior com o tempo. “A depressão também possui uma diferença muito importante no seu tratamento, pois ao contrário de uma gripe ou febre, o tratamento deve continuar por vários meses após o desaparecimento dos sintomas, caso contrário poderá haver uma recaída do paciente. Por isso que a orientação médica é tão importante na remissão da depressão”, conclui o especialista.
Alguns tipos de depressão existentes
• Bipolar: alternada com períodos de euforia e de estabilidade
• Psicótica: com delírios ou alucinações
• Atípica: padrão diferente do habitual, com aumento do peso e apetite
• Pós-parto
• Sazonal: relacionada com época do ano, geralmente outono e inverno
• Melancólica ou endógena: depressão típica
• Distimia: depressão leve, crônica, de curso variável
Profissionais da Unifesp alertam para a importância do teste do olhinho
Segundo dados da Organização Mundial da Saude, cerca de 80% de todos os casos de cegueira no mundo poderiam ter sido evitados ou tratados.
Uma das formas de se combater o problema é a realização do Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como Teste do Olhinho. Feito em recém-nascidos ainda na maternidade após o nascimento, ele pode detectar doenças graves como catarata e glaucoma congênitos, infecções, inflamações, tumores intraoculares ou retinopatia da prematuridade, possibilitando o tratamento precoce.
Porém, como alerta a oftalmologista Célia Nakanami do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), muitos profissionais ainda desconhecem o teste ou não estão capacitados para realizá-lo. “O teste é de extrema importância, e o que se constata é que falta informação a esses profissionais”, diz ela.
Uma das formas de se combater o problema é a realização do Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como Teste do Olhinho. Feito em recém-nascidos ainda na maternidade após o nascimento, ele pode detectar doenças graves como catarata e glaucoma congênitos, infecções, inflamações, tumores intraoculares ou retinopatia da prematuridade, possibilitando o tratamento precoce.
Porém, como alerta a oftalmologista Célia Nakanami do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), muitos profissionais ainda desconhecem o teste ou não estão capacitados para realizá-lo. “O teste é de extrema importância, e o que se constata é que falta informação a esses profissionais”, diz ela.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ministério da Cultura libera R$ 364 mil para ampliar presença brasileira no mercado editorial internacional
O Ministério da Cultura (MinC) vai liberar R$ 364 mil em bolsas para a ampliação do Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros, que está com inscrições abertas até o próximo dia 23. O valor é dez vezes maior que o planejado originalmente. O objetivo é projetar no mercado internacional os variados estilos de literatura produzidos no Brasil, incluindo autores de diferentes gerações e regiões, não se limitando apenas a clássicos ou best-sellers para aumentar a presença da diversidade literária nacional em grandes eventos internacionais. O Brasil será homenageado na edição 2013 da Feira do Livro de Frankfurt, a maior do setor no mundo. Uma delegação do MinC está na Alemanha para formalizar a participação do Brasil.
“É como sediar a Copa do Mundo do Livro”, comemorou o ministro da Cultura Juca Ferreira. “Minha expectativa é de que consigamos mobilizar os escritores e produtores de conteúdo para que possam de fato ocupar a feira e assim mostrar o que de melhor temos no Brasil, o que temos de mais contemporâneo e, ao mesmo tempo, nossas tradições culturais e literárias”, acrescentou.
O convite ao Brasil foi feito oficialmente em junho deste ano, quando o diretor da feira, Juergen Boos, esteve no país e encontrou-se com o ministro. A partir dessa formalização, a intenção é que a presença nacional na região cresça gradativamente nos próximos três anos, com publicação de resenhas, debates e outros eventos culturais voltados não apenas para o mercado literário, mas também outras manifestações artísticas, como a música e o teatro.
O objetivo é que em 2013, quando assumir o protagonismo da Feira de Frankfurt, a diversidade cultural brasileira já esteja difundida na comunidade internacional. “Tudo aponta que teremos o reconhecimento pleno, em escala mundial, da cultura brasileira e de nossa produção intelectual, dos nossos produtos e também de nossa capacidade de gerir uma diversidade cultural muito ampla e rica”, avaliou o ministro.
A organização da feira cederá ao MinC um estande de 2.500 m2, onde serão realizados eventos oficiais para divulgar a identidade cultural brasileira e também haverá exposição de exemplares de livros de autores brasileiros, traduzidos para inglês e alemão pelos bolsistas do Programa de Tradução. Alguns autores brasileiros contemporâneos, como Patrícia Melo, Bernardo Carvalho, Milton Hatoum e Paulo Lins já possuem obras traduzidas para alemão. Às editoras nacionais será oferecido espaço num estande coletivo.
A participação na Feira de Frankfurt consolida a política de valorização da diversidade da literatura nacional, que tem como marcos a desoneração dos impostos PIS/PASEP e COFINS para toda a cadeia produtiva do livro no país, instituída em 2004; a criação da Diretoria de Livro, Leitura e Literatura (DLLL) no MinC, em 2009; e a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, num acordo firmado pelo MinC e por entidades representativas do setor literário, também no ano passado.
O Basil na Feira do Livro de Frankfurt
Além de vitrine para autores e editoras, a Feira de Frankfurt é também um fórum de discussão global sobre temas relacionados a toda a cadeia produtiva do livro, como a questão dos direitos autorais, as novas plataformas para leitura e o mercado de livros digitais. Atualmente o Brasil compra mais direitos autorais para traduzir obras estrangeiras do que vende os direitos de tradução de literatura nacional para outras línguas. A expectativa é que, com a visibilidade da feira, esta relação se aproxime do equilíbrio.
A delegação brasileira que viajou para a capital econômica da Europa é composta por quatro representantes do Ministério da Cultura e dois da cadeia produtiva do mercado literário nacional. São eles: o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, José Almino de Alencar, que representa o ministro Juca Ferreira; Déa Coufal, da Fundação Biblioteca Nacional; Fabiano do Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC; Bruno Melo, da diretoria de Relações Internacionais do MinC; Joaquim Maria Guimarães Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores; e o escritor Flávio Moreira da Costa. “Isso sinaliza o quão juntos estamos trabalhando, o setor público, o setor privado e a sociedade”, explica o ministro.
Em sua edição mais recente, a feira recebeu 299 mil visitantes e 10 mil jornalistas, para conferir obras levadas por 7.300 expositores de mais de 100 países. A Feira de Frankfurt é anual e começou a ser realizada em 1949. Desde 1988 os organizadores escolhem um país como convidado de honra para apresentar de forma destacada a produção literária nacional. Esta é a segunda vez que o Brasil participa como homenageado. A primeira foi em 1994.
Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros
Desde 2007 a Fundação Biblioteca Nacional concede bolsas pra traduções de livros brasileiros. No primeiro ano, foram oito bolsas, em 2008, cinco, e no ano passado, nove bolsas. Em 2010, somente no primeiro semestre, foram preenchidas 22 vagas e as inscrições para o processo seletivo deste segundo semestre estão abertas até o dia 23 de outubro. Para este ano, além das editoras internacionais, também podem se inscrever editoras nacionais e editoras de livros eletrônicos – ou e-books. O valor de cada bolsa varia entre R$ 4 mil e R$ 12 mil. Para mais informações, acesse http://www.bn.br/portal/index.jsp?nu_pagina=111
“É como sediar a Copa do Mundo do Livro”, comemorou o ministro da Cultura Juca Ferreira. “Minha expectativa é de que consigamos mobilizar os escritores e produtores de conteúdo para que possam de fato ocupar a feira e assim mostrar o que de melhor temos no Brasil, o que temos de mais contemporâneo e, ao mesmo tempo, nossas tradições culturais e literárias”, acrescentou.
O convite ao Brasil foi feito oficialmente em junho deste ano, quando o diretor da feira, Juergen Boos, esteve no país e encontrou-se com o ministro. A partir dessa formalização, a intenção é que a presença nacional na região cresça gradativamente nos próximos três anos, com publicação de resenhas, debates e outros eventos culturais voltados não apenas para o mercado literário, mas também outras manifestações artísticas, como a música e o teatro.
O objetivo é que em 2013, quando assumir o protagonismo da Feira de Frankfurt, a diversidade cultural brasileira já esteja difundida na comunidade internacional. “Tudo aponta que teremos o reconhecimento pleno, em escala mundial, da cultura brasileira e de nossa produção intelectual, dos nossos produtos e também de nossa capacidade de gerir uma diversidade cultural muito ampla e rica”, avaliou o ministro.
A organização da feira cederá ao MinC um estande de 2.500 m2, onde serão realizados eventos oficiais para divulgar a identidade cultural brasileira e também haverá exposição de exemplares de livros de autores brasileiros, traduzidos para inglês e alemão pelos bolsistas do Programa de Tradução. Alguns autores brasileiros contemporâneos, como Patrícia Melo, Bernardo Carvalho, Milton Hatoum e Paulo Lins já possuem obras traduzidas para alemão. Às editoras nacionais será oferecido espaço num estande coletivo.
A participação na Feira de Frankfurt consolida a política de valorização da diversidade da literatura nacional, que tem como marcos a desoneração dos impostos PIS/PASEP e COFINS para toda a cadeia produtiva do livro no país, instituída em 2004; a criação da Diretoria de Livro, Leitura e Literatura (DLLL) no MinC, em 2009; e a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, num acordo firmado pelo MinC e por entidades representativas do setor literário, também no ano passado.
O Basil na Feira do Livro de Frankfurt
Além de vitrine para autores e editoras, a Feira de Frankfurt é também um fórum de discussão global sobre temas relacionados a toda a cadeia produtiva do livro, como a questão dos direitos autorais, as novas plataformas para leitura e o mercado de livros digitais. Atualmente o Brasil compra mais direitos autorais para traduzir obras estrangeiras do que vende os direitos de tradução de literatura nacional para outras línguas. A expectativa é que, com a visibilidade da feira, esta relação se aproxime do equilíbrio.
A delegação brasileira que viajou para a capital econômica da Europa é composta por quatro representantes do Ministério da Cultura e dois da cadeia produtiva do mercado literário nacional. São eles: o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, José Almino de Alencar, que representa o ministro Juca Ferreira; Déa Coufal, da Fundação Biblioteca Nacional; Fabiano do Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC; Bruno Melo, da diretoria de Relações Internacionais do MinC; Joaquim Maria Guimarães Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores; e o escritor Flávio Moreira da Costa. “Isso sinaliza o quão juntos estamos trabalhando, o setor público, o setor privado e a sociedade”, explica o ministro.
Em sua edição mais recente, a feira recebeu 299 mil visitantes e 10 mil jornalistas, para conferir obras levadas por 7.300 expositores de mais de 100 países. A Feira de Frankfurt é anual e começou a ser realizada em 1949. Desde 1988 os organizadores escolhem um país como convidado de honra para apresentar de forma destacada a produção literária nacional. Esta é a segunda vez que o Brasil participa como homenageado. A primeira foi em 1994.
Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros
Desde 2007 a Fundação Biblioteca Nacional concede bolsas pra traduções de livros brasileiros. No primeiro ano, foram oito bolsas, em 2008, cinco, e no ano passado, nove bolsas. Em 2010, somente no primeiro semestre, foram preenchidas 22 vagas e as inscrições para o processo seletivo deste segundo semestre estão abertas até o dia 23 de outubro. Para este ano, além das editoras internacionais, também podem se inscrever editoras nacionais e editoras de livros eletrônicos – ou e-books. O valor de cada bolsa varia entre R$ 4 mil e R$ 12 mil. Para mais informações, acesse http://www.bn.br/portal/index.jsp?nu_pagina=111
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Feira do Livro de Frankfurt 2010,
Livros
Implante dentário em pacientes fumantes tem menor chance de sucesso
O tabagismo é um mal que prejudica em muitos aspectos a vida de quem fuma. O convívio social e a saúde são os mais prejudicados por esse hábito. O que poucas pessoas sabem é que o cigarro pode ser o vilão também para quem deseja recuperar a beleza do sorriso.
Qualquer pessoa pode e deve optar por um implante dentário para recolocar um dente ou um grupo de dentes perdidos. Entretanto, pacientes que fumam devem ter consciência de que os riscos e a possibilidade do procedimento não ter um resultado esperado são grandes, explica o cirurgião dentista Juliano Reis, da Clínica New Quality, especialista em plástica dental e rejuvenescimento odontológico.
Isto ocorre porque os pacientes fumantes têm uma diminuição na irrigação sanguínea em suas extremidades, neste caso, na região gengival e óssea. “A cicatrização de um procedimento clínico pode ser prejudicada pelo tabagismo, uma vez que algumas substâncias tóxicas presentes no cigarro diminuem o calibre dos vasos sanguíneos, atrapalhando a irrigação e a recuperação do paciente”, lembra Juliano. Além disso, o risco do paciente sofrer a morte dos tecidos no local da cirurgia é bastante alto.
Para pacientes que têm o hábito de fumar, a durabilidade de um implante também é diretamente comprometida. Um implante dentário dura em média dez anos em um paciente não fumante. Já para um paciente tabagista, o mesmo procedimento resiste até sete anos, 30% a menos de tempo, sob condição de cuidados especiais para a manutenção do implante.
Outro fator bastante importante que merece a atenção é a mudança da microbiota oral do paciente fumante. Isto é, a alteração das bactérias comuns existentes na boca de um indivíduo desde seu nascimento e que se estabiliza na vida adulta. Com o cigarro, a boca fica com uma predominância de bactérias Gram Negativas, um tipo bem mais agressivo e responsável por infecções agudas. Em alguns casos, esse desequilíbrio na flora bucal desencadeia cáries, periodontites, mau hálito e até mesmo o câncer bucal.
A saúde bucal e um sorriso bonito dependem de muitos fatores para trazer bem-estar. “Talvez o maior deles seja a mudança de hábitos como uma escovação adequada, a ingestão de alimentos não corrosivos como refrigerantes e excesso de açúcar, e deixar o cigarro de lado. Pequenos hábitos podem garantir não só a saúde bucal, mas sim a saúde integral e proporcionar uma vida mais leve e feliz”, finaliza.
JULIANO REIS é especialista em plástica dental, rejuvenescimento odontológico e clínica geral. Atende na Clínica New Quality, em São José do Rio Preto (clinicanewquality.com.br)
Qualquer pessoa pode e deve optar por um implante dentário para recolocar um dente ou um grupo de dentes perdidos. Entretanto, pacientes que fumam devem ter consciência de que os riscos e a possibilidade do procedimento não ter um resultado esperado são grandes, explica o cirurgião dentista Juliano Reis, da Clínica New Quality, especialista em plástica dental e rejuvenescimento odontológico.
Isto ocorre porque os pacientes fumantes têm uma diminuição na irrigação sanguínea em suas extremidades, neste caso, na região gengival e óssea. “A cicatrização de um procedimento clínico pode ser prejudicada pelo tabagismo, uma vez que algumas substâncias tóxicas presentes no cigarro diminuem o calibre dos vasos sanguíneos, atrapalhando a irrigação e a recuperação do paciente”, lembra Juliano. Além disso, o risco do paciente sofrer a morte dos tecidos no local da cirurgia é bastante alto.
Para pacientes que têm o hábito de fumar, a durabilidade de um implante também é diretamente comprometida. Um implante dentário dura em média dez anos em um paciente não fumante. Já para um paciente tabagista, o mesmo procedimento resiste até sete anos, 30% a menos de tempo, sob condição de cuidados especiais para a manutenção do implante.
Outro fator bastante importante que merece a atenção é a mudança da microbiota oral do paciente fumante. Isto é, a alteração das bactérias comuns existentes na boca de um indivíduo desde seu nascimento e que se estabiliza na vida adulta. Com o cigarro, a boca fica com uma predominância de bactérias Gram Negativas, um tipo bem mais agressivo e responsável por infecções agudas. Em alguns casos, esse desequilíbrio na flora bucal desencadeia cáries, periodontites, mau hálito e até mesmo o câncer bucal.
A saúde bucal e um sorriso bonito dependem de muitos fatores para trazer bem-estar. “Talvez o maior deles seja a mudança de hábitos como uma escovação adequada, a ingestão de alimentos não corrosivos como refrigerantes e excesso de açúcar, e deixar o cigarro de lado. Pequenos hábitos podem garantir não só a saúde bucal, mas sim a saúde integral e proporcionar uma vida mais leve e feliz”, finaliza.
JULIANO REIS é especialista em plástica dental, rejuvenescimento odontológico e clínica geral. Atende na Clínica New Quality, em São José do Rio Preto (clinicanewquality.com.br)
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